sábado, 25 de julho de 2015

A VIDA INVISÍVEL

De Vitor Gonçalves
2013, Portugal


                                       

imdb, Cinecartaz, Ipsilon (JM), Ipsilon (LMO), Publico (VC), Ipsilon (Entrevista a VG)

3 comentários :

  1. 1.
    Um filme interessante mas muito contra a corrente. Demasiado, diria eu.
    A corrente é a das narrativas "lineares", com argumentos "lineares", diálogos "lineares" e um visual "linear". Tudo o que ousar ir além da histórinha da ordem, com uma acção e um visual a condizer é olhado de lado e sinónimo de snobismo barra elitismo pretensioso. E os preconceituosos acrescentam que só chateiam e não dão prazer a ninguém o que é manifestamente falso...

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  2. 2. Pois bem, apesar de se tratar de um filme silencioso, vagaroso e lúgubre, que ás vezes parece mesmo desafiar a paciência dos espectadores, através de longos planos só aparentemente estáticos, o filme proporciona o clima ideal para sentirmos e pensarmos sobre a transitoriedade da vida e do modo como ela se transforma e propaga debaixo da superfície opaca das coisas e dos acontecimentos. E isso, sim, isso até dá prazer, apesar de envolver solidão e morte.

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  3. 3.
    Em certo sentido, o filme anterior de Gonçalves, habita nestes espaços escondidos e lúgubres do filme, que são também os da memória do realizador e dos espectadores. O Zé Manel (pai da Isabel), encarna de certa forma em António, até na doença e morte que transportam, mas também no legado da memória, exemplo são as folhas de papel escritas e muitas vezes lidas, que são depositárias de quem as souber entender. E Hugo completa o que Isabel rejeitou a princípio e depois tacteando começou a empreender.

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